04 fevereiro, 2011

Tiras da Semana #03

Resolvi postar as tiras da semana na sexta feira, assim dá tempo dos blogueiros postarem realmente todas as tiras da semana.
Vamos começar:

Dr Pepper
Tirinhas do Zé

Nightsy The Comics
Tiras do Euricéfalo
Will Tirando


Um Sábado Qualquer



Para ver as imagens em tamanho maior, cliquem nelas.

02 fevereiro, 2011

Crônica - Convívio

Mais ou menos  em março de 2010, li o livro O Ladrão de Raios, primeiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos, que conta as aventuras de Percy Jackson, filho de Poseidon, deus dos mares da mitologia grega. O livro trata de mitologia grega, é claro, e depois que terminei de ler, fui tomado por um amor a mitologia grega. E quando gosto de algo, pesquiso. E tomei uma paixão tão forte pelos mitos gregos, que sei muito sobre Apolo, Posseidon, Atena, Afrodite, Hades, Ares, KratOS, Castor, pólux e Zeus (foto abaixo):


 Mas, já que ainda não tenho os outros volumes da série, tive que começar a ler livros que tratam de outro tema. Parti para os livros policiais, cheios de mistério, suspense e casos a serem solucionados. Em pouco tempo esqueci Zeus e a mitologia grega, e virei devoto de Sherlock Holmes e os mistérios policiais.
Há exatamente sete dias atrás, comecei a jogar o jogo de vídeo game God of War:  The Ghost of Sparta (ou Deus da Guerra: O Fantasma de Esparta), que conta a história de Kratos, um guerreiro grego que a todo tempo se encontra com monstros e deuses gregos.
Como o jogo também tem como tema a mitologia grega, voltei a me interessar pelo tema. De início achei que o jogo foi apenas um gancho que puxou no meu coração a paixão adormecida péla mitologia grega (nossa, esta frase devia estar em um livro de romance, menos Crepúsculo. Eu não permitiria que colocassem minha frase em um livro desse nível.), mas logo perebi que nós, os humanos, apenas nos interessamos pelo o que vivenciamos no momento.
É por isso que ocorrem tantos casamentos. Amigos que estão acostumados a conviver juntos acabam convivendo amizade com amor, e se casam. O convívio também é a maior cusa dos divórcios.
Mas, o segredo para não confundir coisas tão importantes assim, é prestar muita atenção porque você pode acabar magoando a quem você gosta, a quem gosta de você, e a si mesmo.
Porque amizade é amizade, e amor é amor.
Vocês sabem, nunca, nehum dos três mosqueteiros (que na verdade eram quatro), nunca se casaram.

29 janeiro, 2011

A Evolução das Histórias - Rapunzel

Tenho duas notícias para vocês:
A primeira é que hoje estou inaugurando uma nova categoria aqui no blog, a categoria "A Evolução das Histórias" que mostrará contos (principalmente os de fada) e as diferenças entre sua versão original e a versão atual
E a segunda é que eu fui ao cinema assistir ao novo filme da Disney, Enrolados.
O filme mostra a história de Rapunzel, contada de uma maneira diferente. Muito diferente!
Então vou mostrar as diferenças entre a versão original e a versão atual do conto de fadas "Rapunzel".
 Na versão original (Escrita pelos Irmãos Grimm, e que pode ser encontrada no livro Contos para a Infância e para o Lar), um homem invadira a casa da bruxa, para buscar uma fruta que sua mulher grávida tanto desjara. Por três noites ele conseguiu roubar as frutas, mas na quarta tentativa ele fora flagrado pela bruxa, que resolveu poupá-lo da morte com uma condição: Quando a criança nascesse, ele a entregaria a bruxa. Assim aconteceu, a bruxa criou a menina como sua filha e deu-lhe o nome de Rapunzel ( Segundo os Irmãos Grimm, a bruxa escolhera este nome porque era o mesmo nome da fruta que o pai biológico da garota roubara). Quando a garota completou doze anos, a bruxa a pôs em uma torre alta, sem portas ou janelas, somente uma janela no topo, que servia para Rapunzel jogar suas tranças (que não cortava nunca) para puxar a bruxa até seu quarto.
Foi daí a, até hoje famosa, frase:
 _Rapunzel, jogue-me suas tranças!
Um dia, um príncipe passeva pela floresta e ouviu Rapunzel cantando. Encantado pela voz, ele voltava lá todos os dias, para ouvir a doce voz de Rapunzel.  Em um dia desses, viu a bruxa subindo até a torre, aprendendo a chegar até Rapunzel. Ele resolveu subir, então em uma noite, ele foi até lá e pediu a garota em casamento. Ela aceitou imediatamente, pois nunca vira algo tão bonito quanto o príncipe. Todas as noites o príncipe ia até lá, e dava um tecido a Rapunzel, para que ela tecesse uma escada de pano e, assim, fugir com o príncipe. Mas um dia, sem notar, perguntou inocentemente a bruxa: porque meu vestido está me apertando em torno da barriga?
A bruxa soube imediatamente que Rapunzel estava grávida, e, como castigo, cortou suas tranças e a abandonou num deserto. Quando o príncipe apareceu, a bruxa o enganou com as tranças, e quando ele chegou ao topo da torre,a bruxa o empurrou. Ele caiu com o rosto em vários espinhos de rosas, , o que o cegou. Rapunzel, no deserto, deu á luz as crianças gêmeas. Para alegrar os filhos, ela cantou. SUa voz atraiu o príncipe, suas lágrimas curaram sua cegueira e juntos viveram no reino do príncipe.





    Alguns anos depois da versão original ser publicada, ouve uma única mudança na obra. Em vez de Rapunzel perguntar á bruxa porque o vestido estava apertado, simplesmente exclamou "Nossa, não entendo como é tão mais difícil transportar mamãe quanto transportar o meu príncipe", o que negava qualquer fato de Rapunzel ter engravidado do príncipe. O motivo? Naquela época, gravidez antes do casamento era algo inaceitável, e por conta disso fizeram esta pequena mudança.

Mais cinquenta ou sessenta anos depois, fizeram maiores mudanças no conto de Rapunzel:
Rapunzel era filha de um rei e uma rainha ( e não de pessoas comuns, como na versão original), e nascera com os cabelos naturalmente compridos, o que despertara ira em uma bruxa careca. A bruxa quis sequestrar Rapunzel apenas para provar que se ela não pode ter belos cabelos compridos, ninguém mais pode. O resto da histórias nunca mudou.
Infelizmente,a versão acima (que eu acho muito melhor que a original) não fez muito sucesso fora dos Estados Unidos, e aqui no Brasil a versão original é tida como a única versão do conto de Rapunzel.


Recentemente, a Disney lançou uma nova versão da história da Rapunzel, em um filme chamado Enrolados. É a versão de Rapunzel mais original do que todas as outras juntas. Não é possível resumir em poucas palavras, então vou escrever uma pequena sinopse:
Uma bruxa velha usa uma flor mágica para se tornar jovem. Como? Cantando. Ela canta para a flor e rejuvenese. Só que a rainha deste reino, estava grávida e muito doente. Os guardas do rei acharam a flor mágica, e com ele fizeram um  remédio para a rainha, que se curou e deu a luz uma menina chamada Rapunzel, com longos cabelos (mágicos como a flor). A bruxa queria sua fonte da juventude de volta, e como não pode arrancar os cabelos de Rapunzel (porque se os separar de Rapunzel, eles perdem a magia e ficam castanhos), levou Rapunzel para si mesma, e a trancafiou na torre citada nas versões antigas, tendo assim juventude eterna. Só que, Flynn Rider, um ladrão procurado, se esconde na torre de Rapunzel e, junto com ela, bolam um plano para fugir dali. Não darei mais detalhes, porque posso me empolgar e contar o filme todo.
Gostaria de acrescentar duas pequenas críticas ao filme Enrolados:
1 - Poderiam cortar cenas com a Rapunzel cantando e colcoar no lugar, cenas das aventuras de Flynn Rider.
2 - Quem dubla o ladrão é Luciano Huck, e dubla super bem. Mas acho que a voz dele não combina com o personagem, e só o escolheram por causa das piadas com narizes que ocorrem durante o filme.

Bem, leia com atenção os livros atuais, porque no futuro você pode encontrar novas versões deles.

27 janeiro, 2011

Crítica Literária - A Viagem do Peregrino da Alvorada

Há poucos dias terminei de ler o livro A Viagem do Peregrino da Alvorada, da série As Crônicas de Nárnia, escrito por C.S Lewis. Em ordem cronológica, é o quinto livro da série, mas em ordem de escrita é o terceiro. Foi adaptado para o cinema há pouco tempo, pela Fox (diferentemente dos dois anteriores, que foram adaptados pela Walt Disney), mas ainda não tive tempo de assistir o filme, entretanto, li o livro, e vou dizer agora o que achei.



O livro fala da terceira vez em que os irmãos Pevensie vão a Nárnia, mas somente dois deles vão (Edmundo e Lúcia), e levam, sem querer, seu primo resmungão  Eustáquio. Vão parar em Nárnia por meio de um quadro, que os puxou para dentro de si, os jogando para dentro do Peregrino da Alvorada, um barco narniano, que está a procura dos sete fidalgos que Miraz, o ex-rei cruel de Nárnia, baniu do páis maravilhoso. Dentre os conhecidos de Lúcia e Edmundo presentes no barco estão Caspian X (Sobrinho de Miraz, e agora rei de Nárnia. Foi Caspian quem teve a idéia de procurar os set fidalgos utilizamdo-se de um dos melhores barcos de Nárnia.) e Ripchip (Um rato valente, corajoso, e pode ser comparado aos soldados patriotas da Europa e de outros cantos do mundo, que são capazes de fazer de tudo por seu país de origem. É um dos mais devotos a Aslam, o grande leão, que está a bordo.)
Um dos personagens que mais me chamou a atenção foi Eustáquio Clarêncio Mísero, primo de Lúcia e Edmundo, que no começo do livro ( e em quase metade dele) era muito resmungão, mal -educado e infantil. Depois de passar por uma difícil situação (que citarei qual é mais abaixo, no quadro de spoilers), Eustáquio vai mudando aos poucos de personalidade, se tornando uma pessoa educada, amigável e agradável. Mas não muda por completo, mostrando, ás vezes, somenta ás vezes, que seu lado irritante e mal-educado ainda não morreu completamente. Acho que foi com Eustáquio que Lewis( o autor) quis mostrar que não é fácil se livrar de um vício (que no caso de Eustáquio é a má-educação) e que recaídas pequenas são normais, mas, de um jeito ou de outro, o vício acaba morrendo.
Em minha visão, Eustáquio também é o retrato das milhares de crianças que desistem da infância para pensar em coisas sérias e adultas, esquecendo-se de coisas de criança como brincar, se divertir, e acreditar em magia.
Em um dos capítulos finais do Livro, Caspian (já mencionado acima) recebe, em seu camarote do barco, um aviso de Aslam, o grande leão, dizendo que já está na hora de Lúcia, Edmundo e Eustáqui voltarem para o nosso mundo. Depois disso Caspian fica muito arrogante e perturbador, assim como Eustáquio e Edmundo em suas primeiras aparições na série, mas logo depois se arrepende de ter tratado todos mal e cai na choradeira. Esse é um retrato de como nós ficamos furiosos quando recebemos uma notícia ruim (como a morte de um ente querido), de como ficamos desesperados procurando alguém para culpar, e de como ficamos arrasados quando finalmente entendemedos que as coisas acontecem porque devem acontecer, e não existe nenhum culpado.
Como quase todos os livros bons, termina com um final feliz , com todas as metas compridas e desejos realizados.
Além disso posso comentar que Lúcia, a Destemida, disse algo para descrevero cheiro dos lírios, mas que serve também para descrever o amor, e que vou levar para a minha vida toda.

                        Sinto que não posso mais aguentar isso e, no entanto, não quero que acabe.
Se você tem o livro As Crônicas de Nárnia, Volume Único, coloque na página 510 para ler esta bela frase com seus próprios olhos.


Quadro de Spoilers
Eustáquio se transforma em dragão, o que muda sua personalidade depois de se transformar novamente em humano.
O Peregrino da Alvorada, o barco, consegue encontrar os sete fidalgos, mas dois deles estavam mortos. Um foi morto por um dragão, e o outro morreu quando foi nadar em um rio mágico que o transformou em ouro.
Ripchip, o Rato, navegou sozinho até o Fim do Mundo, e até hoje vive saltitando e lutando felizmente no País de Aslam.
No livro seguinte a este, Lúcia e Edmundo não retornam a Nárnia, mas Eustáquio sim. Só que no último livro da série, todos retornam a Nárnia, exceto Susana, a Gentil.

26 janeiro, 2011

Tiras da Semana #02

Hoje é dia de postar as tiras dos sites de3 tiras que acesso para ler tiras (ufa!).


Nightsy

Dr Peeper

Dr Pepper


Tirinhas do Zé


Tiras do Euricéfalo

Will Tirando

Um Sábado Qualquer



Para ver as tiras em tamano maior, clique nelas.

25 janeiro, 2011

Entrevista - Beto Junqueyra (Alberto Junqueira Guimarães)

Essa semana, eu tive a honra de entrevistar o famoso escritor brasileiro Alberto Junqueira Guimarães, que adota como nome artístico Beto Junqueyra.
Fiz quinze perguntas, e ele respondeu com bastante paciência e bom humor.
Acompanhe agora a nossa bem sucedida entrevista:

1 – Onde você nasceu?
BJ: Nasci em São Paulo, capital. 

            2 - Com que idade começou a se interessar pela escrita?
BJ: Com nove anos eu tinha um caderno de contos. O meu predileto era "A Pipa Amarela".

            3 – Qual o gênero literário que mais te interessa( suspense, romance, biografia, etc.)?
BJ: Gosto de livros de aventura, em especial, os infantojuvenis. Também curto documentários, como os do Amyr Klink, Famíliai Schurmann etc.

            4 – Com que idade publicou seu primeiro livro?
BJ:  Lancei "Ratinho - Coisa de Louca!" aos 38 anos. Eu era amigo dele e decidimos fazer uma biografia popular.

            5 – Qual de seus livros publicados você mais gostou de escrever?
B J: Os infantojuvenis. Não gosto de eleger nenhum, pois livro é igual a um filho, e gostamos de cada filho, e de cada livro, de umjeito especial.

            6 - Em que autor se inspira para escrever suas histórias?
BJ: Fui fortemente influenciado por Monteiro Lobato, Júlio Verne e pela série de livros de detetives Hardy Boys.
            7 – Qual escritor (a) estrangeiro (a) você mais gosta?
BJ: Júlio Verne, destacando "Volta ao mundo em oitenta dias" e "Cinco semanas num balão".

            8 -  Qual escritor brasileiro você prefere?
BJ: Monteiro Lobrato, destacando "A chave do tamanho", "Geografia da Dona Benta" e "A Reforma da Natureza".

            9 – Qual seu livro predileto?
BJ: "A chave do tamanho". Mas também gosto de destacar "A flauta do sótão", de Lúcia Pimentel Góes e "Volta ao mundo em oitenta dias".

            10 – O que acha da nova moda literária/cinematográfica Crepúsculo?
BJ: Nunca li. Mas, é interessante notar o interesse que desperta nos jovens, mesmo naqueles que até então eram avessos à leitura.

            11 – Qual sua opinião sobre Monteiro Lobato, o suposto pai da literatura brasileira?
BJ: Lobato é inquestionavelmente o Pai da Literatura infantil brasileira. Ele tinha uma forma especial e única de conversar com as crianças, tratando-as com respeito e não como tolas. Idealista, Lobato revolucionou a literatura nacional e mexeu com velhos conceitos na educação.

            12 – Creio que seu livro mais recente é Quem tem boca vai ao Timor, que mostra as crianças que é possível dar a volta ao mundo falando português. É mesmo o mais recente?
BJ: Sim, eu o lancei no final de 2010. Mas também vou lançar um livro no mês que vem sobre Villa-Lobos, para crianças.

            13 – Foi fácil, para você, publicar seu primeiro livro?
BJ: O livro do Ratinho foi mais fácil, pois ele estava despontando na mídia e qualquer editora queria publicar o livro dele. Porém, quando comecei com os infantojuvenis, só a quinta editora gostou "d'Os Natos - Volta ao mundo falando português". O livro é um sucesso, está na oitava edição e já foi adotado por mais de cem escolas.

            14 -  Qual sua opinião sobre a série literária/cinematográfica Harry Potter?
BJ: Acho bárbara. A Rowling tem uma verdadeira magia para escrever. Pesquisou bastante e sofreu muito até conseguir ter o primeiro livro publicado. Passou antes por dez editoras... Tem também o mérito de fazer a galera gostar de ler, mesmo livros grandes, com muitas páginas.

            15 – E para terminar, o que você tem a dizer para os jovens escritores que estão começando a carreira?
BJ: Leiam e escrevam bastante. Assinem newsletters sobre literatura, como o Publish News para saberem sobre as novidades, concursos de novos talentos etc. Quanto mais lerem, mais ideias e inspiração terão.  Anotem ideias num livro especial, pesquisem, criem personagens... E de repente, quando der vontade de escrever, deixe as ideias fluírem...
Forte abraço e parabéns pela qualidade das perguntas.


Eu, Raphael Guimarães Rocha, do blog Literatura Guimarães, agradeço ao Sr. Beto Junqueyra pela excelente entrevista. E vocês, leitores do Literatura Guimarães, talvez, no futuro, tenhamos mais entrevistas com outros escritores tçao importantes quanto o senhor Beto Junqueira.
Mais uma vez, obrigado!

24 janeiro, 2011

A Herança do Rei.


Era uma vez, em um reino muito distante chamado Plésin,  um rei muito bondoso chamado Joseph.
         Rei Joseph morava em seu castelo com seu mordomo Charles e seus três filhos, Miguel, Demétrio e Augusto.
         Os filhos do rei nem gostavam muito de seu pai, na verdade, não viam a hora dele morrer para se tornarem reis. O único no castelo que realmente gostava do rei era o mordomo Charles.
         Um dia, o bondoso rei Joseph morreu, e em seu velório, o único que chorava era o mordomo Charles, pois Miguel, Demétrio e Augusto só estavam pensando na herança do rei Joseph, queriam saber qual deles se tornaria rei.
         Assim que voltaram do velório, Miguel, Demétrio e Augusto começaram a discutir, Miguel gritava:
_ Eu vou ser o rei, pois sou o mais velho!
         Demétrio gritava:
_ Eu sou o rei, pois sou o mais forte!
         E Augusto gritava:
_ Eu sou o rei, pois sou o mais corajoso!
         Charles os interrompeu:
_ Senhores! Posso ler o testamento do pai de vocês?
E Augusto respondeu:
_ É Claro! Leia logo.
         Charles retirou uma folha amassada do bolso, mostrou aos príncipes e começou a ler em voz alta:
_ Sou o rei Joseph, quando eu morrer quero que o meu filho que for considerado o mais atento, se torne rei. E tenho dito!
         Logo depois disso, os três começaram a brigar, eles gritavam:
_ Eu vou ser o rei! Eu sou o mais atento!
         A discussão foi cortada por Charles dizendo:
_ Nenhum de vocês vai ser o rei.
 Demétrio perguntou:
_ Por que?
         E Charles respondeu:
_ Por que a folha que eu li está em branco! Não tem nada escrito!
         Miguel ordenou:
_ Então leia logo o verdadeiro testamento.
Charles retirou outra folha de papel do bolso, entregou á Miguel e disse:
_ Leia você mesmo.
         Miguel pegou o testamento das mãos de Charles e começou a ler em voz alta:
_ Sou o rei Joseph. Quando eu morrer quero que meu mordomo Charles leia uma folha em branco para meus filhos, como se fosse meu testamento, o filho que perceber que a folha está em branco vai se tornar rei, se nenhum deles perceber, o rei deverá ser o meu mordomo Charles. E tenho dito!
Assim, Miguel, Demétrio e Augusto não passaram de príncipes, e o bondoso mordomo Charles, se tornou o bondoso rei Charles.

         Moral da história: Quem só tem interesses, nada consegue!

Imagem by: http://www.contos.poesias.com.br/